Metamucil Psyllium Planatago Ovata

Constipação nos idosos

O que as fezes revelam

O formato das fezes no vaso sanitário pode revelar muitas informações sobre a saúde, o funcionamento do sistema digestivo e a alimentação.

Uma alimentação desequilibrada e até mesmo uma infecção parasitária podem ser detectadas pela simples observação das fezes.

Embora não se costume perder tempo conversando sobre o formato das fezes, a medicina considera essa informação importante na investigação da saúde e especialmente valiosa no caso de idosos. O assunto é bastante íntimo – talvez até mesmo tabu – mas vale a pena entender o que o formato e a aparência das fezes pode nos dizer.

A Escala de Bristol

Idealmente, deve-se evacuar todos os dias, mas há pessoas que evacuam a cada 2 ou 3 dias e isto é perfeitamente normal. Além da diminuição do número de evacuações, é necessário ficar atento a dois ou mais dos sintomas abaixo:

  • Fezes duras e em caroços
  • Esforço para evacuar
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Sensação de que é preciso ‘ajudar’ as fezes a sair

Uma forma rápida de avaliar se suas fezes estão normais é observar a escala de Bristol de consistência das fezes. Trata-se de uma escala médica desenvolvida na Universidade de Bristol, Inglaterra, para classificar a forma das fezes humanas em sete categorias. Ela pode revelar constipação severa ou leve em idosos e até mesmo mostrar se falta fibra na alimentação.

Estudos mostram que a Escala de Bristol, traduzida e adaptada culturalmente para a população brasileira, foi validada e demonstrou alta confiabilidade, denotando sua utilidade na prática clínica no Brasil1. A escala apresenta sete tipos de formatos e consistências das fezes:

Tipo 1: pequenas bolinhas duras, separadas como coquinhos (difíceis para sair).

Tipo 2: formato de linguiça encaroçada, com pequenas bolinhas grudadas.

Tipo 3: formato de linguiça, com rachadura na superfície.

Tipo 4: alongada com formato de salsicha ou cobra, lisa e macia.

Tipo 5: pedaços macios e separados, com bordas bem definidas (fáceis de sair).

Tipo 6: massa pastosa e fofa, com bordas irregulares.

Tipo 7: totalmente líquida, sem pedaços sólidos.

Como interpretar os formatos das fezes

O tipo 1 são aquelas bolinhas que boiam no vaso sanitário e podem indicar constipação severa causada por alimentação pobre em fibras e água. Nesse caso, recomenda-se aumentar o consumo de água, sucos, frutas com casca e bagaço, verduras, linhaça, granola, aveia e cereais integrais.

Recomenda-se também evitar o consumo de farinha branca, carnes vermelhas e açúcares.

O formato tipo 2 pode ser um sinal de constipação leve e de trânsito digestivo lento. Também pode ser indicativo de falta de água e de fibras. As dicas para melhorar são as mesmas listadas para o tipo 1.

Já os tipos 3 e 4 indicam evacuação normal. Isso significa que, dentro da rotina normal, não há problemas para evacuar, as fezes saem com facilidade. Esses formatos são indicativos de ótimo trânsito intestinal e, provavelmente, de boa alimentação.

O tipo 5, por sua vez, pode indicar tendência à diarreia. O bolo fecal se move mais rápido que o normal e pode ser sintoma de vários problemas, que podem levar a consequências sérias, como carência nutricional e, em casos mais graves, a desidratação, especialmente no idoso. O ideal é aumentar o consumo de fibras solúveis, encontradas em legumes cozidos e grãos.

Os tipos 6 e 7 são fezes típicas de diarreias. Indicam que o trânsito intestinal está desregulado, o que pode causar carência nutricional e desidratação. É preciso ter atenção, pois o tipo 6 pode ser sinal de intolerância a algum tipo de alimento ou mesmo algum tipo de desequilíbrio na flora bacteriana intestinal.

Já as fezes do tipo 7 podem indicar algo ainda mais sério, como alguma infecção. O ideal é procurar um médico para fazer o diagnóstico e manter uma alimentação leve, sem alimentos gordurosos, açúcares nem laticínios.

Metamucil pode ajudar no tratamento da constipação

Metamucil é medicamento à base de fibras que ajuda o sistema digestivo e atua como regulador do intestino. Quando associado a uma dieta hipocolesterolêmica, reduz o colesterol e diminui os níveis de glicose no sangue. Seu principal princípio ativo é a casca do Psyllium, fibra solúvel de origem natural retirada da casca das plantas plantago ovata.

O psyllium apresenta efeito laxante natural, auxiliando no tratamento contra a constipação crônica e auxilia a limpeza natural do corpo. Mas esta fibra solúvel também ajuda nos quadros de diarreia. Ao passar pelo sistema digestivo sem ser completamente digerida, ela absorve os líquidos presentes no intestino e torna-se um composto viscoso volumoso, aumentando a espessura das fezes e retardando sua passagem pelo cólon, diminuindo consequentemente a diarreia.

Assim, Metamucil ajuda a limpeza do intestino, enquanto regula o trânsito intestinal, auxiliando no tratamento da constipação intestinal.

Referências:
1Martinez, A.P. & Azevedo, G.R. (2012) Tradução, adaptação cultural e validação da Bristol Stool Form Scale para a população brasileira. Rev. Latino-Am. Enfermagem [Internet], 20(3): [7 telas].
Como preparar Metamucil: copo e colherLaranjas